Solidão

Existe uma história que costumo contar para as pessoas. Delas, recebo reações diversas, de graça à pena.

Mas, quando eu tinha 18 anos de idade. No fim do meu primeiro ano morando sozinho no Rio de Janeiro. Já morava em Vila Isabel, divindo quarto com o Rodolfo, na república da Dona Cheila.

Lembro que estava sozinho. Talvez o Rodolfo tivesse ido visitar sua família. Mas sua ausência é um fator irrelevante.

Porque, naquele dia, deixei a TV ligada enquanto fazia algo no computador, quando passou a propaganda da Sadia daquele ano.

Como sempre, com a mesma música:

“É bom saber que alguém te ama de verdade.”

Uma lágrima escorreu no meu rosto.

João é uma alma solitária.

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